Há assuntos melindrosos...



Hoje perguntaram-me se fui aos Açores sozinha com o meu filho, ou se tínhamos ido todos. Para quem não sabe fomos todos. A pergunta não tinha nada de mais e, provavelmente, até serviu para ver se as coisas andavam bem.
Mas ainda assim, magoou-me, aquela pergunta...

Faz como eu digo, não faças como eu faço...

Se estivermos num país qualquer o facto de se encontrarem portugueses, faz-nos criar logo ali uma empatia sem fim. Empatias essas, arrisco a dizer, até exageradas.
Não percebo porque raio, numa ida ao supermercado, pinhada de emigrantes, só se houve falar em estrangeiro, como se isso fizesse desses tugas uns seres superiores. Mas pior, tratam mal ou vá com desdém, os mesmos portugueses a quem fariam uma festa caso os vissem pelas terras estrangeiras por onde andam todo o ano.
Lá porque vêm nos carros com matrícula estrangeira, não significa que não saibam ler táxis escrito no chão e por conseguinte aquele ser um lugar reservado aos tais.
Admira-me, porque no atendimento que faço ao público, o que mais ouço são vozes indignadas a valorizar o modo de trabalho nos outros países. E depois vêm para cá, ainda que de férias, e mostram aos restantes portugueses que lá fora não deve ser muito melhor que cá... a fazer fé na falta de educação que transmitem.
E eu não tenho pachorra para tanta parvoíce...

Menti ontem à noite...

O meu filhote vai ser operado a um testículo. Uma cirurgia de ambulatório, portanto simples, mas ainda assim uma cirurgia.
E o papel de uma mãe qual é? É ir mentalizando a criança que vai para o hospital. Foi o que fiz ontem na hora de o deitar. Quando ele me perguntou se iria levar "picas", eu a temer uma birra e uma insónia disse-lhe que não.
Pois...agora tenho um grande problema. É que ele respondeu-me:

"-Oh mãe se tu dizes que não é porque não, que tu não és mentirosa"

Novidades no estaminé...

Chegaram pc's novos ao estaminé com ecrãs LCD e tudo... Maravilha. Navegar pelo ambiente de trabalho tem agora outro "sabor", ou melhor outra rapidez. é quase como passar de uma nau para um navio. Já para não falar do metro de espaço que ganhei na secretária...
Agora já não há desculpas para não trabalhar...

Tenho dias assim...

Lembro-me do que quero esquecer

E esqueço o que devo lembrar

É que eu até gosto de ser portuguesa...

Os portugueses de tão brandos costumes chegam a ser irritantes do tanto que se deixam "espezinhar". Isto tudo a propósito de falarmos inglês, francês, espanhol ou outra língua a título de informações pedidas pelos turistas que por cá se avizinham. Mas e se formos a Inglaterra, Paris ou ali mesmo ao lado a Espanha, falamos o quê? Pois deveria ser português, mas não. Continuamos a ir atrás da língua do nosso interlocutor. Irrita-me, pois claro que me irrita. E não faço melhor. Não. Vou atrás desta atitude que já não é um defeito, mas um feitio.
Depois de tantos descobrimentos e colonizações, tenho para mim que ficámos "complexados" ou quem sabe "estigmatizados". E vai de deixarmos menosprezar a nossa cultura linguistica.

Luís Delgado a propósito de Mário Bettencourt Resendes

"...Porque era assim. Carismático. Verdadeiro. E honrado."

Quanto a mim, um dos melhores elogios que se poderiam dar a alguém...

Ora vamos lá ao fundo...


juntamente com os submarinos que o pacto de Varsóvia assim o exige e se ficarmos todos na bancarrota...
...serão promenores....

Sou só eu que acho???

Ou as moçoilas que andam em cima destes tacões mais parecem aranhiços dos poços...

Já tenho...

Uma caixa inteirinha só para mim. Stop
Pronto, vá eu divido alguns, mas mesmo só alguns. Stop
Já comi ao p-almoço, almoço, lanche e jantar. Stop
Acho que não vou enjoar. Stop


Bom apetite para mim...stop